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Quinta-feira... um mês pro Natal...

Vinte dias sem escrever... Vinte dias que fizeram a diferença! Dias que ainda fazem a diferença... a TV ligada rouba minha atenção... Propaganda política... As palavras parecem não querer sair, intalam na garganta, nos dedos, ficam no meio do caminho e somem. Não que elas deixem de existir, pois acredito que pensamentos são as palavras que não foram ditas... Desligo a TV... ouço cigarras lá fora... o silêncio da noite toma conta do quarto... Há um ruído constante no ar... É o barulho da vida, são crianças à chorar, carros a passar perto, longe, indo e vindo... É o ciclo da vida... Adoro reticências...

Voltei a viver... mas não esqueci quem me fez sofrer! A dor do amor que não pode ser ainda é presente, ainda me frusta.

Confesso que ainda me pego rindo sozinha lembrando das tardes inteiras abraçada ao corpo quente e macio, me lembro dos filmes assistidos, das conversas até de madrugada... Rio sozinha quando lembro dos olhares, das bocas, dos sorrisos... Erámos duas pessoas felizes! Será que você se esqueceu?

Tenho a impressão que foi tudo um sonho... quero voltar a dormir....

- Postado por: Todas as Cores às 20h55
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Bom volto a escrever, passado alguns dias, a raiva toma conta de mim, por que raios as pessoas tomam atitudes sem pensar? Por que te julgam como se você soubesse de algo que você ainda não tem conhecimento.

Pisaram na bola comigo, fizeram tempestade em copo d'àgua e ainda não me deram chance de me explicar, cansei de bancar a pessoa bacana, estou aprendendo a me virar.

Meu orgulho está ferido, e essa dor é maior, pois essa ferida dói e cega ao mesmo tempo. A raiva é grande, mas vai passar, só que dessa vez eu quero ouvir argumentos!

Escrever faz bem, tenho pensando em várias coisas que merecem serem colocadas "preto no branco".

Esses dias estava voltando pra casa, não fui à aula e peguei um ônibus diferente do que geralmente pego, e tive que andar cerca de quinze minutos por uma longa avenida, arborizada, enfim, uma bela avenida. Essa pequena caminhada me fez bem, a gente passa por tantas pessoas, pensa em tanta coisa, que às vezes é legal parar pra pensar no que a gente pensa.(sic) Mas continuando, percebi como tanta gente passa por nós e não percebemos, sabe aquele lance de pegar o mesmo ônibus todos os dias, sempre no mesmo horário, com o mesmo motorista e não saber nem o nome da criatura? Pois bem, só me lembro das feições do cobrador e nada mais. O motorista eu senti que gosta de conversar com os passageiros, mas eu estava mais atrás e não vi seu rosto.

Poxa, me peguei pensando: "O que me impede de dizer ao menos bom dia??" O que é essa trava? Essa barreira que nos impede de chegar perto e conhecer uma pessoa nova?

Nesse mesmo dia, ao chegar mais próximo de casa, passei por uma mulher em prantos ao celular, me lembro que ela dizia que tinha saído de casa, que não aguentava mais aquela situação. Confesso que pensei realmente em parar e perguntar se estava tudo bem e se ela precisava de algo, mas não fiz nada continuei caminhando, como se eu não tivesse nem visto nem ouvido nada.

Alguém tem as respostas pra todas as perguntas? Não, creio eu que não...

Mas tenho pensado muito sobre isso que escrevo aqui...

 



- Postado por: Todas as Cores às 10h51
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